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Tema: Educação politizadora nas escolas públicas
Autor(a): João Victor Almeida

Na Grécia antiga, Aristóteles demonstrou, em suas obras, a importância de uma visão política bem consolidada para o pleno desenvolvimento humano. Embora séculos tenham passado, o cidadão hodierno do Brasil mostra-se refém dos impactos negativos promovidos pelo déficit de saber político adquirido ao longo de sua vida. Nesse contexto, a carência de uma educação politizadora nas escolas públicas evidencia-se como prejudicial ao equilibro da nação.

Sob uma primeira análise, convém frisar que a falta de uma educação politizadora no ensino público atrapalha o pleno desenvolvimento na maioria jovem populacional. A fundamentação dessa correlação alicerça-se no fato de que a defasagem de um viés politizado corrobora para que o indivíduo não construa seu pensamento de forma crítica. Em consequência disso, ao não aprender sobre como são as visões que regem o mundo, o aluno tende a ser incapaz de se utilizar, com êxito, a dialética socrática- processo de construção de raciocínio baseado no embate de posicionamentos distintos- para se aprimorar quanto cidadão. Assim, o déficit político nas escolas públicas afeta o aprimoramento da massa de jovens brasileiros.

Ademais, a carência da educação politizada no âmbito das escolas públicas favorece a perpetuação de problemáticas sociais enraizadas. Isso porque, como afirma Paulo freire em seu livro "Pedagogia do Oprimido", ao não se visão política por meio do ensino o jovem torna-se um cidadão passivo dentro de seu contexto sociopolítico. Consequentemente, problemas históricos, como os casos de corrupção, tendem a continuar, uma vez que os estudantes públicos- normalmente, os que mais sofrem com os casos de desvio de verba- não têm aprendido, em aula, métodos políticos alternativos ao em voga.

Portanto, a falta de uma educação politizadora nas escolas públicas mostra-se nociva ao país. Dessa maneira, o Ministério da Educação, ao se reconhecer como protagonista, deve buscar ampliar o caráter o caráter politizado dos estudantes públicos, principalmente os da base, por meio de uma maior carga horária de disciplinas que apresentam significativo papel no saber político, como filosofia e sociologia. Em consonância, a Escola deve estimular o debate entre os diferentes saberes políticos, por meio da promoção de grêmios estudantis que gerem interesse no jovem, de modo a forjar indivíduos críticos e cientes das divergências políticas. Assim, o Brasil tornar-se-á um país equilibrado.